quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O HOMEM E OS DESÍGNIOS DE DEUS


O  SER HUMANO VIVE  QUERENDO DETERMINAR OS PENSAMENTOS E DESÍGNIOS DE DEUS.
ABRAÃO, QUANDO SE DIRIGIA A DEUS DIZIA:  NÃO TE IRES POR EU TE PERGUNTAR MAIS UMA VEZ (GEN. 18:32);
MOISÉS IMPLOROU A DEUS O PERDÃO PARA ISRAEL E MESMO ASSIM, DEUS OS DEIXOU QUARENTA ANOS NO DESERTO (EX.32:32);
SANSÃO, QUERIA QUE DEUS SE APRESENTASSE A ELE, EM ESPECIAL. ACABOU POR ENTENDER OS PROPÓSITOS DE DEUS NA HORA DE SUA MORTE (JUIZES 16:28);
ELIAS, ESCONDEU DENTRO DAS CAVERNAS POR CAUSA DAS PERSEGUIÇÕES CONTRA A SUA VIDA, MAS NÃO FICOU COBRANDO DE DEUS E DEUS EM SUA PRÓPRIA HORA, O ELEVOU AOS CÉUS (I REIS 19:9 - 2 REIS 2:11).
PODEMOS OBSERVAR QUE, QUANDO O HOMEM QUER SEU DESEJO CUMPRIDO PENSANDO QUE SABE DAS COISAS, DEUS PODE ATÉ PERMITIR MAS, SEU FRACASSO É CERTO E ELE SOMENTE SE LIVRA DELE QUANDO A COMPAIXÃO DE DEUS O ALCANÇA.

JÓ, CHAMOU SUA MULHER DE DOIDA QUANDO TEVE PENSAMENTOS  NEGATIVOS CONTRA DEUS E DISSE: AMALDIÇOE SEU DEUS E MORRA!!! (JÓ 2:10).
JESUS CRISTO, FILHO ÚNICO DO GRANDE DEUS, CHOROU SANGUE AO PRESSENTIR SEU SOFRIMENTO  E DISSE SE FOR DA SUA VONTADE,  PASSA DE MIM ESTE CÁLICE  (LUCAS 22:42).
MEU AMIGO, SE VOCÊ VIVE NESTE DILEMA, ACORDE!!!
NÃO PROCURE ENTENDER OS PROPÓSITOS DE DEUS!!! APENAS AME-O  DE TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODO O TEU ENTENDIMENTO E VIVA PARA ELE  COM SE VOCÊ NÃO EXISTISSE!!! 
ACORDE PARA A REALIDADE ESPIRITUAL!!!
O MORTAL JAMAIS EXPLICARÁ O IMORTAL !!!
A CRIATURA JAMAIS PODERÁ SE COLOCAR EM PARÂMETROS COM SEU CRIADOR!!!
FAÇA COMO O APÓSTOLO PAULO; COMBATA O BOM COMBATE CUIDE DA CARREIRA DO EVANGELHO E GUARDE A FÉ
CUMPRA SOMENTE A VONTADE DE NOSSO PAI CELESTIAL VIVENDO UMA  VIDA DIGNA DE DEUS QUE TUDO FEZ, TUDO ENTENDE, DE TUDO É CIENTE E TUDO PODE!!!
 LEMBRE-SE QUE O APÓSTOLO PAULO CUMPRIU SUA CARREIRA E, POR FIM, MORREU SATISFEITO  E POR   MORTE CRUEL (2 TIM.4:7).
CUMPRA SOMENTE O PRIMEIRO MANDAMENTO SAGRADO E O RESTO ACONTECE EM SEU PRÓPRIO TEMPO (DEUT. 6:5).

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A IMPORTANCIA DA ESPOSA DO PASTOR

A esposa de pastor é aquela que fica nos bastidores. Ela é quem organiza tudo a fim de que seu esposo seja uma bênção de Deus para a Sua Igreja. Ela gasta todo o seu tempo certificando-se de que ele tem toda a ajuda e apoio em oração para desempenhar o seu papel.

Na igreja normalmente é ela quem dirige o Círculo de Oração ou a União Feminina Missionária, sem falar que orienta os jovens, adultos e é a principal atuante entre as crianças.

Os sacrifícios da esposa do pastor vão além de quaisquer sacrifícios físicos ou financeiros. Ela sacrifica suas emoções e seus sentimentos para que o marido esteja preocupado somente com os problemas do povo. Não é nada fácil para ela, pois tem que enfrentar a solidão. Ela tem que lidar com seus próprios problemas sozinha e possuir força suficiente para superá-los com a ajuda do Espírito Santo. Essa é a razão pela qual ela tem um relacionamento com Deus que não se compara a nenhum outro – Ele é o seu melhor Amigo.

Seu marido não chega em casa depois das seis da tarde, mas depois das dez da noite. Não fica em casa nos finais de semana, mas tira algumas horas da semana para descansar. Não há planos para tirar férias, para feriados ou para momentos de lazer com a família. Na verdade, a esposa de pastor não pode sequer planejar algo, pois sua vida é como o vento: hoje está aqui, amanhã pode estar em outro lugar.

Em alguns casos, ela fica anos sem ver os pais, e ainda tem que suportar a dor do desapontamento deles em relação a ela por causa da sua “falta de consideração”. Se fica doente, tem que lutar para ficar boa logo porque, na batalha em que seu esposo está, ele não poderá parar para cuidar dela; além disso, ele precisa de sua ajuda 24 horas por dia. E ainda há aquelas esposas de pastor que renunciam o prazer da maternidade pois, dessa maneira, terão mais disponibilidade para o marido e para a Obra de Deus. Tais mulheres jamais carregarão seus próprios bebês nos braços ou verão o fruto de seu ventre.

A esposa de pastor não tem como reformar ou decorar sua casa, pois não tem moradia fixa. Tudo o que ela carrega são suas roupas e seu álbum de casamento. Ela pode estar morando num país lindo e, no dia seguinte, ser transferida para um país pobre; pode estar entre muitos amigos e, no dia seguinte, ser transferida para um lugar desconhecido onde o idioma lhe é completamente estranho e não há ninguém para levá-la para conhecer o lugar. Contudo, ela sempre encontrará pessoas que a menosprezam, achando que é insignificante na igreja.

“Infelizmente, muitos pastores não possuem esta grande costela ao seu lado, e suas esposas preocupam-se mais com sua vaidade pessoal, com a educação secular de seus filhos, com seu serviço particular fora da igreja e como andam as finanças. Quanto a isso é preferível não comentarmos pois, sabemos que deve ser frustrante para um grande servo do Senhor.”

O segundo domingo do mês de dezembro é separado para homenagear as esposas dos pastores da IPB. Pessoas que, sem dúvida, são verdadeiras auxiliadoras.

Parabéns a IPB por essa iniciativa em lembrar o Dia da Esposa de Pastor. Que Deus continue abençoando a todos vocês.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MUDANÇA CLIMÁTICA TEM PIORADO

Os impactos da mudança climática pioraram em quase todos os anos desde 1980 o que representa o aquecimento global.


O novo índice da mudança climática é baseado nas temperaturas do mundo, na extensão do gelo no Ártico no verão, na concentração de dióxido de carbono na atmosfera e no nível dos mares, disse o Programa Internacional Geosfera-Biosfera (IGBP).

"O sistema climático está mudando na direção do aquecimento do planeta", disse Sybil Seitzinger, diretora-executiva do IGBP, em entrevista coletiva durante a conferência sobre mudanças climáticas da ONU em Copenhague.

Ela disse que a intenção é apresentar uma fotografia instantânea do aquecimento global para ajudar a população a compreender as questões climáticas.

Seitzinger disse que cientistas usaram quatro fatores de fácil compreensão, repassados por governos, e negou qualquer favorecimento a elementos que possam influenciar as descobertas. O índice tem início em 1980, quando começaram os registros dos satélites.

De acordo com índice, a mudança climática piorou a cada ano desde 1980, exceto em 1982, 1992 e 1996, talvez devido à grande atividade vulcânica nesses anos que lançou poeira na atmosfera cobrindo o sol e diminuindo as temperaturas.

"A queda na curva em 1992 pode ter sido causada pela erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em 1991", disse um comunicado. Outras erupções aconteceram no México em 1982 e em Monserrat em 1996.

No futuro, os cientistas podem expandir o índice para outros fatores, como desmatamento, acidez dos oceanos ou a frequência de eventos climáticos extremos, disse Seitzinger.

A BONDADE DO SER HUMANO X A BONDADE DE DEUS

O ser humano não é bom em sua essência, mas a bondade e a benignidade, juntas, provam que o cristão guiado pelo Espírito não vive mais a essência humana, mas a essência de DEUS.
Para as pessoas que crêem em JESUS, a bíblia não é mais um documento de acusação, mas sim uma carta de amor.

"NÓS FALAMOS MUITO SOBRE A LUTA CONTRA O PECADO, E POUCO SOBRE A LUTA A FAVOR DO AMOR; E HOJE VEM AO MEU ENCONTRO AS SEGUINTES PERGUNTAS:
SERÁ QUE O MEU AMOR ESFRIOU?
SERÁ QUE A HIPOCRISIA DESFIGUROU A MINHA VIDA?
O AMOR DE DEUS DEVE SER O GERADOR DE NOSSO COTIDIANO E O AMOR SÓ É VERDADEIRO QUANDO MOSTRA RESULTADOS.
O AMOR LIBERTA-NOS DE NÓS MESMOS, A FIM DE SERMOS LIVRES PARA AMAR AO PRÓXIMO E É O AMOR DE JESUS QUE NOS CONVOCA À ORAÇÃO E A OBEDIÊNCIA.

AME AO PRÓXIMO PORQUE VOCÊ É AMADO POR DEUS!

Ter misericórdia é mais do que ser solidário ou carinhoso; é mais do que importar-se com o próximo.
A misericórdia humana deve espelhar-se na misericórdia de DEUS, que se compadece e que acolhe.
O primeiro passo para ter um coração misericordioso é reconhecer-se alvo da misericórdia divina.
Quando aceitamos que não somos nada se não fosse o Senhor ter nos alcançado, nos amado e nos dado vida, fica mais fácil não julgar tanto os erros dos outros.
A benignidade é uma atitude interior. É quando nos incomodamos com a dor do próximo , quando deixamos de ser egoístas e nos preocupamos com os sentimentos , angústias e ansiedades dos outros. Quem tem o Espírito Santo age conforme Jesus agiu. Não se alegra na injustiça e nem busca a vingança; antes, entrega tudo ao Senhor que enxerga nosso futuro , que é mais sábio para tomar , por nós , as providências.

Em Provérbios 17:17 está escrito: " Em todo tempo ama ao amigo e na angústia nasce um irmão".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CÂMARA DE VEREADORES APROVA A NOVA LEI DOS MOTOTAXIS.

Nesta segunda-feira, dia 23 de novembro de 2009, a Câmara de Vereadores de Tucuruí, aprovou por unanimidade, a nova lei que regulamenta o serviço de mototáxi em Tucurui.


A nova lei, aumentou o número de mototáxis que era de 386 para 550, contemplando assim as outras duas associações de mototáxis até então consideradas como clandestinas.

A adição no número de mototáxis apesar de parecer ter aumentado, nada mais fez que legalizar os clandestinos organizados em associações. A nova lei proibe o serviço prestado por auxiliares dos mototaxis que dobrava o número de trabalhadores na função.

Os profissionais que exerciam outras atividades poderão continuar a exercer a função de mototaxi desde que ele mesmo trabalhe na moto. Esse adendo à lei veio tranquilizar os funcionários públicos que exerciam paralelamente a função de mototaxi e que estavam preocupados em perder essa oportunidade que lhes permitiam dar uma qualidade de vida melhor para seus familiares.
Agora é nmecessário que o prefeito sancione a lei para que ela entre em vigor.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PASTORES DE ALMAS, UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO?

Há pouco tempo ouvi uma história a qual compartilho com vocês. Uma irmã (a qual, por questões obvias, não vou revelar o nome e igreja), passou pela seguinte experiência:


Em um final de culto, movida por um grave problema pessoal, ela procurou o seu pastor, no desejo de abrir o coração, pedindo-lhe que a ajudasse em aconselhamento pastoral. O pastor, sem poder ouvi-la naquele momento, até porque muita gente desejava lhe falar e, principalmente, cumprimentá-lo em virtude do "maravilhoso sermão "que havia pregado, solicitou à irmã que procurasse a secretaria da igreja e agendasse um encontro.

No dia seguinte a irmã procurou a secretaria, tentando agendar o encontro pastoral; no entanto, para sua surpresa, a secretária informou que o tal pastor não teria agenda livre para os próximos cinco meses, o que impossibilitaria o seu atendimento. A moça se desesperou, implorou, pediu pelo amor de Deus, mais nada pôde ser feito. A secretária explicou que o pastor tinha já agendado muitos encontros, jantares, viagens e conferências, as quais tinham que ser priorizadas, e que o máximo que ela poderia fazer seria encaixá-la num atendimento, quatro meses depois.

A moça saiu da igreja, naquela manhã de segunda-feira, pior do que entrara; na verdade, agora ela se sentia deprimida, desvalorizada e sem perspectiva alguma de ser ajudada em seu problema. O pastor, o qual ela pensava que poderia ajudá-la, infelizmente não poderia fazê-lo.

o tempo se passou e a moça desiludida, bem como desesperançosa, não fora mais à igreja. Para sua tristeza, ninguém, absolutamente ninguém, a procurara, querendo saber o motivo de sua ausência. Até que um dia, o pastor da igreja da qual fazia parte, encontrou-a na instituição bancária onde ela trabalhava. Ao vê-la, o pastor não esboçou nenhum comentário quanto à sua ausência; na verdade, a única coisa que falou, é que estava correndo em virtude da grande e complexa agenda.

Não sei o que você pensa e sente ao ler essa pequena história. Entretanto, quando soube do fato, fui tomado por uma grande perplexidade que me fez questionar sobre o papel pastoral nos dias de hoje. Aonde estão os pastores do povo de Deus? Aonde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão em busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Junta-se a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticas.

Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela imprenssão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupe com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável remodelar e reformar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. (1) "A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho" (2) Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

No exercício de seu pastorado, Calvino dizia que a pregação pública deveria ser acompanhada por visitas pastorais. (3) Junta-se a isso o fato, de que ele sempre procurou encorajar pessoas sobrecarregadas, as quais não conseguiam encontrar consolo mediante sua própria aproximação de Deus, a procurarem seu pastor para aconselhamento particular e pessoal.

Conforme registro de um dos seus colegas pastores em Genebra, "(...) os que lhe procuravam eram recebidos com simpatia, gentileza e sensibilidade. Ele os atendia e prontamente lhes respondia as perguntas, mesmo as mais sérias delas. Sua sabedoria era demonstrada nas entrevistas particulares tanto quanto nas conversas públicas onde ele confortava os entristecidos e encorajava os abatidos...". [4].

"E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória".(IPe.5:4)

Calvino também acreditava que o ensino, além de ser público nos cultos, deveria ser acompanhado por orientação pessoal e aplicado às circunstâncias específicas da vida de suas ovelhas. Atendia noivos que estavam se preparando para o casamento, pais que traziam seus problemas relacionados aos seus filhos, pessoas com dúvidas ou dificuldades doutrinárias, lutas com enfermidades, ouvia confissões de pecados, e a todos ele os recebia e levava o conforto e o encorajamento necessários. [5]

João 10:11 - O bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Amados irmãos, ainda que os nossos dias, sejam diferentes dos dias dos reformadores, carregamos em nosso tempo as mesmas demandas pastorais. Nossas igrejas estão cheias de individuos em crise, de familias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Ouso afirmar que neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponham a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.

"Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas." (João 10:12)



Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.

(...) Adaptado por “Ormes de Paula”

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

NOSSA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E SUA VERDADE CIENTÍFICA

 Muito se houve falar do investimento que os governos federal, estaduais e municipais fazem para erradicar o analfabetismo, principalmente de jovens e adultos que não puderam freqüentar a escola no seu devido tempo por motivos diversos como trabalho, doença, etc.
Muitos equívocos ou erros são cometidos quanto a alfabetização dos adultos. Nossos “técnicos dos currículos” tem a sua atuação voltada para o adulto como se sua aprendizagem fosse como a de uma criança que, com poucos esforços  estão prontos para seguirem o percurso da vida estudantil.
Esquecem que, quando atingimos a idade adulta, como provado cientificamente, dificuldades surgem. Podemos nos voltar para vários estudiosos do assunto para que possamos ver a realidade pregada e a realidade vivida.
O conceito de desenvolvimento e aprendizagem em Vygotsky é fundamental para a alfabetização de adultos porque deixa claro que a aquisição da escrita não se processa espontaneamente em ambientes culturais. Há necessidade da intervenção intencional, sistematizada, do profissional alfabetizador, em ambiente escolar.
O processo de desenvolvimento e o processo de aprendizagem, apesar de distintos, interagem na medida em que a aprendizagem, resultado da interação social, é internalizada e organizada, estimulando processos internos de desenvolvimento. Conseqüentemente, a aprendizagem é fundamental no desenvolvimento cognitivo.
Segundo Vygotsky, existem dois níveis de desenvolvimento: o nível de desenvolvimento real, que compreende as ações já internalizadas pelo alfabetizando, ou seja, é aquilo que ele já aprendeu ou já consegue fazer sozinho; e o nível de desenvolvimento potencial, que corresponde àquilo que o alfabetizando está em potencial de aprender no momento, ou melhor, àquilo que ele consegue aprender ou fazer com a ajuda de alguém. Entre estes dois níveis encontra-se a zona de desenvolvimento proximal, definidora daquelas “funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentemente em estado embrionário. Estas funções poderiam ser chamadas de “brotos” ou “flores” do desenvolvimento, ao invés de “frutos” do desenvolvimento” (Vygotsky, 1998-113) e é ali que o alfabetizador deve intervir, mediando o processo de aprendizagem, para que estas funções potenciais se tornem reais.
Vygotsky atribui à escola fundamental importância, bem como ao papel do professor no processo ensino-aprendizagem. A intervenção deliberada por parte do professor acelera o desenvolvimento de funções mentais, isto é, cria uma zona de desenvolvimento proximal. O desenvolvimento duma capacidade promove e auxilia o desenvolvimento de outra e isto ocorre através das interações no meio cultural em que vivem os indivíduos.
No estudo das relações entre pensamento e linguagem, Vygotsky (2000-133) afirma que “Para “descobrir” a linguagem é necessário pensar.” , isto é, porque o ser humano pensa, contrariamente aos animais que reagem instintivamente diante das situações, ele utiliza a linguagem como instrumento do pensamento. Durante a infância ou na idade adulta, os processos de internalização da linguagem se desenvolvem originando a fala interior e a fala egocêntrica como instrumentos de potencialização da fusão de pensamento e linguagem. É no campo do pensamento verbalizado que os adultos melhor planejam soluções diante de problemas, desenvolvendo a linguagem interior, “que é uma forma interna de linguagem, dirigida ao próprio sujeito e não a um interlocutor externo. É um discurso sem vocalização, voltado para o pensamento, com a função de auxiliar o indivíduo nas suas operações psicológicas.” OLIVEIRA (1997-51). Afirma Vygotsky que à atividade social interpsíquica, segue-se a atividade individualizada, intrapsíquica, ou seja, primeiro é desenvolvida a linguagem egocêntrica para depois desenvolver-se a linguagem interior. Embora este percurso tenha sido observado nas crianças, nosso acompanhamento a indivíduos adultos em fase de alfabetização, demonstrou o mesmo processo. A linguagem egocêntrica acompanha a atividade, indicando que os adultos, diante de dificuldades na aprendizagem, desenvolvem processos socializados consigo mesmos ou solicitando a mediação dos educadores. Até que, sentindo-se mais seguros nas atividades de oralidade, leitura e escrita, superavam as dificuldades utilizando-se da linguagem interior.
A percepção, a atenção e a memória, temas clássicos dos estudos em psicologia, mereceram atenção de Vygotsky na medida em que se articulam com a questão da mediação, da internalização, do desenvolvimento, do pensamento e da linguagem.
A percepção, capacidade de captar o mundo via órgãos sensoriais, torna-se cada vez mais complexa, na mesma proporção em que ocorrem as intervenções (escola, família, trabalho). Assim, o trânsito entre percepção simples e percepção complexa, exige conhecimento de mundo e inferências para estabelecer distância entre possibilidades físicas e possibilidades mentais.
A atenção, capacidade de perceber pontualmente o mundo, isto é, capacidade de se concentrar nisto ou naquilo selecionado dentre a gama de informações do ambiente, divide-se em dois tipos: voluntária e involuntária. Involuntariamente o indivíduo dedica atenção a “estímulos muito intensos (como ruídos fortes), mudanças bruscas no ambiente, objetos em movimento” (OLIVEIRA,1997-75), mas, ao longo do desenvolvimento, seleciona e concentrar-se naquilo que sua interação com o meio apontou como relevantes, é a atenção voluntária. Apesar de todo desenvolvimento humano, da capacidade de concentração e de seleção, a atenção involuntária permanece durante toda a vida.
A memória, capacidade de recuperação de experiências anteriores, será natural ou mediada dependendo das interações estabelecidas com o meio. A memória natural, tão elementar quanto a atenção involuntária e a percepção sensorial, origina-se na influência direta dos estímulos externos sobre os indivíduos. “A memória natural, na espécie humana, é semelhante à memória existente nos outros animais: refere-se ao registro não voluntário de experiências, que permite o acúmulo de informações e o uso dessas informações em momentos posteriores, na ausência das situações vividas anteriormente.” (OLIVEIRA,1997-76).
Já a memória mediada manifesta-se pela ação do indivíduo na busca de conteúdos específicos por meio de instrumentos e signos. Desde calendários, agendas e listas até experiências dolorosas ou felizes e regras mnemônicas servem como elementos para recuperação da lembrança e controle do comportamento.
As implicações pedagógicas seguintes foram tratadas por Oliveira, 2001, que cuidadosamente estabelece duas questões:
1ª) há complexa relação entre propostas teóricas e prática pedagógica porque os teóricos buscam consistência interna de suas formulações investindo em seu poder explicativo e não em seu potencial de geração de propostas de ação. Enquanto os educadores desejam extrair das teorias um “como fazer” eficiente, o que gera tensão entre teoria e prática.
2ª) há peculiaridades no texto de Vygotsky que tornam seu trabalho uma inspiração à reflexão, à realização de pesquisa em educação e à prática pedagógica.
A Educação de Adultos assume significativa importância, tanto pelo seu cunho político e social, como pedagógico, garantindo condições de desenvolvimento e aprendizagem através de interações estabelecidas entre o indivíduo e o meio físico, cultural e social. Sendo assim, o trabalho pedagógico a ser desenvolvido na Educação de Adultos deve partir das experiências dos alunos e considerar a aquisição e sistematização de conhecimentos.
A instrução escolar cria novas zonas de possibilidades para seus beneficiados, porque já está objetivado na sua estrutura um conhecimento científico, padronizado, produzindo algo de novo no curso do desenvolvimento de indivíduos que, antes disso, manuseavam apenas conhecimentos espontâneos. Também os companheiros de classe contribuem para aquisição de novas aprendizagens. O meio ambiente, o conhecimento e outras pessoas subsidiam constantemente o desenvolvimento das mesmas.
A escola organiza, planeja de maneira formal, científica, relacional os conhecimentos acumulados histórico-culturalmente pela humanidade, chamados por Vygotsky de conceitos científicos. Primeiramente, a escola não pode negar ou desrespeitar os conceitos cotidianos, isto é, avançar direto nos científicos sem ter observado deliberadamente os espontâneos, caso o faça, prejudicará o desenvolvimento intelectual do aluno significativamente.
Portanto, o processo de ensino-aprendizagem, é para Vygotsky uma dimensão social de grande valia. A escola tem um papel ativo, imprescindível na sociedade. Há dinamicidade no caráter da aprendizagem, o aprender causa nos indivíduos significativos processos para seu desenvolvimento psíquico. No aprender, a criança se desenvolve, seja na escola, um ambiente social formalizado, ou mesmo com os outros, momento informal. O aprender-desenvolver, dá-se de maneira dialética, porque há um desenrolar de circunstâncias que perpassam o indivíduo e a sociedade na sua trajetória histórico-cultural.
Aprendizagem se dá por imersão em ambientes culturais ou por intervenção pedagógica. E a escola é o “locus” criado para a transmissão dos conhecimentos acumulados pela humanidade, didaticamente organizados, por um educador que dirige o processo.
Para dar direção ao processo de aprendizagem os conceitos de nível de desenvolvimento real, nível de desenvolvimento potencial e zona de desenvolvimento proximal propostos por Vygotsky são essenciais, porque permite a compreensão do aluno como sujeito detentor de conhecimentos prévios que servirão de ponto de partida. É a internalização de novos conhecimentos que acionam mecanismos de desenvolvimento. Assim a aprendizagem e o desenvolvimento ocorrerão de forma eficaz com a intervenção do educador porque o indivíduo isolado não será capaz de fazê-lo. Como afirma Oliveira (1997-63) “A escola é um lugar social, onde o contato com o sistema de escrita e com a ciência enquanto modalidade de construção de conhecimento se dá de forma sistemática e intensa, potencializando os efeitos dessas outras conquistas culturais sobre os modos de pensamento.”
O processo de alfabetização inicia com a imersão do indivíduo na sociedade letrada. Em interação com outros e submetido às suas intervenções, o indivíduo desenvolve conceitos sobre a língua escrita, este objeto cultural que permite registrar; transmitir e recuperar idéias; informar e informar-se. Quando o adulto, em fase de alfabetização, diz “eu fazerei” ou repousa o lápis, no alto, do lado esquerdo da página para iniciar sua escrita, está demonstrando conhecimentos de conjugação verbal no tempo futuro dos verbos regulares e conhecimento de que a escrita da língua portuguesa se processa da esquerda para a direita e de cima para baixo.
As várias fases de imitação do formato externo da escrita: rabiscos, marcas topográficas, e outras estão superadas pelo adulto que deseja e tem condição de se apropriar do sistema convencional de escrita. Neste caso, a intervenção pedagógica mais ativa é aquela que trata a escrita como uma atividade natural do desenvolvimento, relevante, significativa e necessária.
E, como as práticas sociais são determinadas pela sociedade, pela cultura e pelas estruturas de poder, não se pode consolidar o mito da alfabetização que afirma serem os indivíduos não alfabetizados incapazes de desenvolver formas elaboradas de pensamento, mas também não se pode afirmar que a alfabetização e o letramento tenham pouca influência no desenvolvimento cognitivo.
Pode-se perceber que o conceito de letramento enquanto processo que considera a dimensão social, o significado da escrita para determinado grupo e o tipo de instituição freqüentada pelo indivíduo dá conta da formação de um cidadão consciente, crítico e transformador, que compartilhe do poder da língua escrita na sociedade letrada.
Quando se pretende alfabetizar alunos adultos deve-se considerar que já possuem conhecimentos sobre a linguagem escrita como representação da língua, o que torna possível a produção e o reconhecimento do sistema de escrita e dos diferentes tipos de textos.
O processo de alfabetização enquanto decodificação hierarquizada, isto é, aprendiam-se as letras; juntavam-nas, formando as sílabas; juntavam-se as sílabas, formando as palavras e as palavras em frases, foi superado com o conceito de letramento.
Objetivando descrever e explicar as funções psicológicas superiores e identificar os mecanismos cerebrais subjacentes a uma determinada função, sua história e contexto social, Vygotsky enfatiza o processo que envolve o desenvolvimento, apontando a mediação como fator fundamental nas relações de aprendizagem.
Na escola ocorre a sistematização, que produz algo fundamentalmente novo para o desenvolvimento do alfabetizando. Esta afirmação provoca a necessidade do alfabetizador trabalhar a partir de um diagnóstico, que identificará o nível de conhecimento em que se encontra o alfabetizando.
Outra afirmação importante na teoria de Vygotsky se refere à dimensão social que consolida os pressupostos da teoria interacionista.
Tal entende que o que os indivíduos pensam e o que acontece na vida de cada um afeta como se aprende cognitivamente. Assim o processo de aquisição da linguagem (alfabetização/letramento) iniciará quando o alfabetizando estiver inserido socialmente. Até mesmo os portadores, ou não, de deficiências físicas, como a surdez, ou mentais e que estiverem rodeados de pessoas, objetos e ações estimulantes do contato social por intermédio da linguagem serão capazes de formular regras de funcionamento da linguagem.
Para a teoria interacionista, o processo de alfabetização, isto é, aprender a ler e escrever, ocorrerá da mesma forma como ocorreu a aquisição da linguagem oral: os alfabetizandos deverão ser expostos a muitas situações significativas de linguagem, a muitos textos orais ou escritos. Para que eles, em percebendo a previsibilidade do funcionamento da língua, possam formular hipóteses e aplicá-las na escrita e na busca de sentidos.
A formulação de hipóteses é definida pela consideração de vários aspectos: quem fala, para quem fala, de onde fala e baseado em que cultura. Este ambiente lingüístico modifica o ambiente mental, dando origem a diversas estratégias para ler e de escrever.
O alfabetizador que concorda que o alfabetizando, quando chega à escola para aprender a ler e escrever, já conhece o mundo e já possui informações que possibilitam o desenvolvimento de estratégias de leitura e escrita e que objetiva contribuir para a formação de leitores, desenvolverá em sua prática os pressupostos da teoria interacionista. Respeitando princípios desenvolvidos por Vygotsky: 1- a compreensão é um processo e não um produto (ênfase no processo); 2- a interação é elemento prioritário (primazia da interação); 3- as respostas dos alfabetizandos devem ser consideradas no seu conteúdo (a aceitabilidade de respostas variadas); 4- o contexto e o seu significado devem ser observados como elementos de valor (a centrabilidade do contexto e semântica).
A alfabetização não deverá começar por unidades mínimas, como letras, sons, sílabas, que nada significam para os alfabetizandos.
Deverá iniciar por leituras significativas extraídas da cultura popular (como receitas, trovas, provérbios, músicas, propagandas, entre outros). Deverão ser trabalhados: a compreensão dos textos, os sistemas grafofônicos e sintáticos. O trabalho com estes sistemas permitirá que sejam trabalhadas as partes, isto é, as palavras, sílabas e letras, sempre vinculadas a outros conhecimentos e experiências anteriores.
Desta forma, a alfabetização/letramento poderá ser um meio para a mudança da sociedade, o professor alfabetizador, aquele profissional responsável pela orientação do momento mais importante na vida escolar dos cidadãos; contribuirá neste processo. Porque, uma vez alfabetizado, dominando a escrita e a leitura será possível o exercício da cidadania. Não só no discurso, mas também, na prática, o cidadão alfabetizado exercita o direito de ir e vir, analisa o contexto em que está inserido, reconhecendo ali as limitações impostas e propõe formas de superação.
Paulo Freire (1987:08) afirma: “E aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade. Ademais, a aprendizagem da leitura e a alfabetização são atos de educação e educação é um ato fundamentalmente político”.
BIBLIOGRAFIA:
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São Paulo:Martins Fontes, 2000.