quinta-feira, 14 de julho de 2011

A PRÁTICA DO EVANGELHO





Quando Jesus Cristo esteve na Terra, preparou-Se como homem e revestiu-se de santidade e poder, para depois, anunciar Sua palavra. Sem dúvida, Ele deixou todas as instruções quanto ao seguir o caminho do Reino de Deus , e alertou àqueles que se dispuseram a anunciar sua palavra – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.( Marcos 16:15). Ele não deixou de falar também sobre os falsos anunciadores e daqueles que, julgando tudo saber, criariam máscaras desvirtuando em várias situações o Santo Evangelho. Sabemos que o princípio do evangelho é o próprio SENHOR Jesus Cristo; isto implica que devemos observar suas ordenanças e transpor as barreiras do falso evangelho. Várias pessoas, julgando “ conhecedores da verdade”, têm criado novas formas individuais de seguir o evangelho; todavia, deixam de praticar o evangelho da multiplicidade ou seja, deixam de anunciar o evangelho ao mundo vil, levantando a bandeira do ego evangélico.
O evangelho de Jesus Cristo é muito simples para aqueles que estão no amor de Cristo, que é um evangelho contagiante, cheio de altruísmo e das novas da boa paz divina.
Quando calçamos nossos pés com o evangelho da paz, sentimos o mais puro regozijo; é como disse o Apóstolo Paulo: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! 1 Coríntios 9:16”.
não existe uma nova forma de agradar a Deus. Toda forma ou fórmula já nos fora dado tanto pelos profetas, como pelo evangelho de Jesus Cristo e seus apóstolos constantes do Novo Testamento. Devemos ter cuidado ao abstermos de seguir a Jesus Cristo sem nos preocuparmos com o seu “Ide”. A grande advertência quanto a este fato é que, quando procuramos nossas próprias formas de servirmos a Deus, nos tornamos mornos; e a advertência quanto aos mornos é esta: Oxalá fosses frio ou quente. “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Apocalipse 3:16”.
A crítica a pastores, evangelistas, apóstolos, etc, muitas das vezes dificultam o crescimento da “Igreja de Jesus Cristo” e isso, sem dúvida, aborrece ao nosso Deus. Pois, Ele mesmo disse: “E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. Lucas 19:40”.
devemos ter cuidado em nos acharmos conhecedores da Palavra, não dando ouvido aos que dantes de nós já a anunciavam. O Apóstolo Paulo nos adverte: “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. 2 Coríntios 4:2”.
não existem verdades tangentes à Santa Palavra. Muitos são os que anunciam verdades e por egoismo humano as pregam. Mas, O nosso Senhor Jesus Cristo disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32”.
Seja um seguidor do Evangelho de Jesus Cristo, anuncie a sua Palavra, pregue esta Verdade que liberta de fato, vá a igreja e sinta prazer em lá estar tal qual fez o rei Davi “Alegrei-me quando me disseram: Vamos á casa do SENHOR. Salmos 122:1”; seja um mensageiro de Deus tal qual ele pediu desde o resgate de seu povo no Egito: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.
Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.
E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Deuteronômio 6:6-9
Pratique o Evangelho tal qual um jogador de futebol obedece as determinações de seu treinador, e pratica todas as atividades impostas para ser um perfeito atleta.
Seja um “Atleta de Deus” levando sua mensagem de Boas Novas do Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Marcos 16:15-18.

terça-feira, 31 de maio de 2011

LOCUÇÃO ADJETIVA


Locuções adjetivas são conjuntos de palavras  podendo ser preposições e substantivos ou preposição e um advérbio, sendo que os dois juntos equivalem a um adjetivo. Possuem  valor e função de adjetivo.

Veja algumas locuções adjetivas:

 Locução adjetiva              adjetivo
de estômago                       estomacal
de pai                                    paterno
de porco                              suína
da tarde                               vespertino
de mãe                                 materno
do vento                              eólica
de guerra                             bélico
de serpente                         ofídico
de abelha                             apícola
de abdômen                       abdominal
de ano                                  anual
de asno                                asinino
de astro                               sideral
de audição                          auditivo
de boca                                bucal
de cão                                   canino
de estrela                             estelar
de face                                 facial
de gado                                pecuário
de gato                                 felino
de gelo                                 glacial
de guerra                             bélico
de junho                              junino
de lua                                   lunar
de mãe                                 maternal
de pai                                   paternal
de páscoa                            pascal
de pombo                            columbino
de rim                                   renal
de serpente                         ofídico
de sol                                    solar
de tarde                               vespertino
de verão                              estival
sem piedade                       impiedoso
amor de gelo                      glacial
dia de chuva                       chuvoso
futebol do brasil                brasileiro

domingo, 24 de abril de 2011

OS LIMITES DO HOMEM – O LIVRE ARBÍTRIO

Naturalmente, o homem por si só e em sua plena ignorância sabe que é limitado. Todavia, quando se acultura e domina-lhe o ego antropocêntrico, sente-se liberto da falta de conhecimento e começa a sua incansável procura dos “ilimites”.

Devemos nos lembrar que, a procura do homem pelos seus valores e domínio do universo é bíblico. E, meu querido e amado pastor Rev. Océlio Nauar, em uma de suas ministrações acadêmicas disse: “Quando o homem chegar ao topo da criação deparar-se-á com o Magnífico Criador, nosso Eterno Deus Supremo” (palavras modificadas por mim).

A própria ciência humana, muitas das vezes, termina se desmentindo e sendo fruto de sua própria contradição. Um dos exemplos que podemos citar são as teorias da evolução do homem. Estas investigações foram desarticuladas pela comprovação científica da evolução genética.

O homem, em sua relação com a complexidade do mundo, deve ser entendido como existente e sujeito responsável por seus projetos (sua liberdade). No mundo, ele sente-se atormentado e limitado diante daquilo que o transcende e que não pode ser transformado ou modificado a partir de sua escolha (vontade). Sua condição de poder buscar a liberdade e ter o discernimento da escolha não livra sua consciência de ser lançada na problemática das ‘situações-limites’ (o homem não pode abandonar seu ser). O fato de não poder interferir naquilo que não pode ser escolhido (e modificado por sua vontade) ou mesmo saber quais são as suas implicações mais significativas (em sentido teleológico) faz o homem deparar-se com a angústia e o desespero, vivenciados numa contextualidade de medo e de temor. As “situações-limites” assombram a consciência humana, pois ela é tocada pela contingência do próprio homem e do mundo. Limite (impossibilidade) e finitude são categorias inerentes à condição humana e interagem com o mundo, nas mais variáveis circunstâncias advindas da natureza humana.

O livre arbítrio

Quando buscamos entender alguma matéria da bíblia ou mesmo um versículo distinto devemos, antes de quaisquer procedimentos, buscar a presença do Espírito Santo para não nos incharmos no nosso próprio entendimento ou mesmo de outrem. O Apóstolo Paulo nos adverte: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão.” (Colossenses 2:18)

O Aposto Paulo em uma de suas preciosas orientações aos servos de Deus argumenta: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (1 Coríntios 10:23). Neste momento ele reconhece o livre arbítrio, mas nos orienta que ele pode nos levar ao pecado e a distanciar de Deus.

O Apóstolo Paulo naquele momento mostra que o homem sem Deus é livre e ilimitado, isto é, procede conforme os seus desejos carnais; todavia, se se importa com sua alma, vê que não é livre e carece da graça salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo e da consolação do Espírito Santo de Deus. Nesse momento ele se volta, despreza os desejos de sua carne e volta aos braços do Pai reconhecendo a importância do sangue remidor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nesse momento ele vê que ao contrário às afirmações de ateístas, estetas e epicuristas através dos séculos, o homem não pode viver sem Deus. O homem pode ter uma existência mortal sem confessar que Deus existe, mas não sem o fato de Deus. Devemos todo o nosso ser a Deus, em Cuja imagem somos feitos (Gênesis 1:27). Nossa existência depende de Deus, quer queiramos aceitar a Sua existência ou não. Ele é a vida (João 14:6), e toda a criação subsiste pelo poder de Cristo (Colossenses 1:17). Até mesmo aqueles que rejeitam a Deus recebem seu sustento dEle: “Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5:45). Pensar que o homem pode viver sem Deus é achar que um girassol pode viver sem luz ou uma rosa sem água.

Alguns rejeitam a Deus, mas ainda vivem vidas de diversão e alegria. Suas ambições carnais aparentam render-lhes uma existência gratificante e tranquila. A Bíblia diz que há certo gozo que pode ser desfrutado do pecado (Hebreus 11:25). O problema é que tudo isso é temporário; a vida nesse mundo é curta (Salmos 90:3-12). Mais cedo ou mais tarde, o hedonista, assim como o filho pródigo da parábola, percebe que os prazeres desse mundo não sustentam sua alma (Lucas 15:13-15).

 A ação do Espírito Santo na vida do Homem

O Espírito Santo é quem convence o homem de sua realidade, isto é, de que ele nada é e que sem Deus, seu caminho mais certo será o lago de fogo do inferno, e que para que ele tenha seu valor, é necessário se converter. A Bíblia nos diz que o Espírito Santo é concedido a todo homem no momento da sua conversão (1 Co.12.13, Ef. 1.13 e 4.30) e que os  dons espirituais são graças para capacitação dos crentes em Jesus Cristo e edificação da Igreja. O Dom do Espírito é o poder e a Graça de Deus aos homens (ICo.12).
O homem torna-se ilimitado quando é transformado pelo Espírito Santo. O homem carnal deixou de existir (Gal. 2:20). Isto porque sabe que seu limite será o porvir na eternidade, na presença do Deus Altíssimo e nessa poderosa força pode bramir: nada me separa do amor de Deus (Rom. 8: 38-39).

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A HERMENEUTICA E SUAS INTERPRETAÇÕES



"Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.    Col 2:18-19"
A palavra traduzida “árbitro” é katabrabeuo (katabrabeuw) é um hapax legomena que ocorre nesta forma somente aqui. A palavra era usada no sentido de árbitro de jogos ou esportes. No contexto significa “decidir contra, privar, condenar”[4], e precisamente “reter o prêmio do vencedor”[5]. Da mesma maneira que o alvo de Paulo em v. 16 foi a pessoa que se colocava como juiz, aqui o alvo dele é alguém se constituindo de árbitro sobre o Cristão. Esta frase “reafirma o apelo básico de Paulo: vocês já são membros do corpo de Cristo, e a ninguém é permitido tirá-los do quadro.”[6] Novamente, Paulo condena a tentativa de alguém julgar um Cristão por causa de coisas que, em si, não constituem pecado.
Aparentemente, estas pessoas impressionavam com sua suposta “humildade”, sua religiosidade e suas afirmações de terem visões. No entanto, suas mentes, ao invés de serem espirituais, eram carnais. A prova de que estas pessoas estavam equivocadas é que elas não demonstravam nenhum vínculo com o cabeça que é Cristo. Paulo fez questão de mostrar que, em questões de julgar e condenar, ou de aceitar e justificar, em Cristo, nós já temos tudo que precisamos e somente a Cristo pode ser atribuída esta função. Nenhum homem deve ousar julgar ou condenar ou tentar estabelecer padrões para julgar ou condenar Cristãos.
O termo "hermenêutica" provém do verbo grego "hermēneuein" e significa "declarar", "anunciar", "interpretar", "esclarecer" e, por último, "traduzir". Significa que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão".
Encontra-se desde os séculos XVII e XVIII o uso do termo no sentido de uma interpretação correta e objetiva da Bíblia.
Spinoza é um dos precursores da hermenêutica bíblica.
Alguns defendem que o termo deriva do nome do deus da mitologia grega Hermes. O certo é que este termo originalmente exprimia a compreensão e a exposição de uma sentença "dos deuses", a qual precisa de uma interpretação para ser apreendida corretamente.
Outros dizem que o termo "hermenêutica" deriva do grego "ermēneutikē" que significa "ciência", "técnica" que tem por objeto a interpretação de textos poéticos ou religiosos, especialmente da Ilíada e da "Odisséia"; "interpretação" do sentido das palavras dos textos; "teoria", ciência voltada à interpretação dos signos e de seu valor simbólico.
om Friedrich Schleiermacher (1768-1834), no início do século XIX, a hermenêutica recebe uma reformulação, pela qual ela definitivamente entra para o âmbito da filosofia. Em seus projetos de hermenêutica coloca-se uma exigência significativa: a exigência de se estabelecer uma hermenêutica geral, compreendida como uma teoria geral da compreensão. A hermenêutica geral deveria ser capaz de estabelecer os princípios gerais de toda e qualquer compreensão e interpretação de manifestações lingüísticas. Onde houvesse linguagem, ali aplicar-se-ia sempre a interpretação. E tudo o que é objeto da compreensão, é linguagem (Hermeneutik, 56). Esta afirmação, entretanto, mostra todas as suas implicações quando se lhe justapõe esta outra tese de Schleiermacher: “A linguagem é o modo do pensamento se tornar efetivo. Pois, não há pensamento sem discurso. (...) Ninguém pode pensar sem palavras.”(Hermeneutik und Kritik, 77) Ao postular a “unidade de pensamento e linguagem”(ibidem), a tarefa da hermenêutica se torna universal e abarca a totalidade do que importa ao humano. A hermenêutica, então, é uma análise da compreensão “a partir da natureza da linguagem e das condições basilares da relação entre o falante e o ouvinte” (Akademienrede, 156). Quatro distinções básicas foram estabelecidas por Scheleiermacher. Primeiro, a distinção entre compreensão gramatical, a partir do conhecimento da totalidade da língua do texto ou discurso, e a compreensão técnica ou psicológica, a partir do conhecimento da totalidade da intenção e dos objetivos do autor. Segundo, a distinção entre compreensão divinatória e comparativa:
  • Compreensão comparativa: Se apóia em uma multiplicidade de conhecimentos objetivos, gramaticais e históricos, deduzindo o sentido a partir do enunciado.
  • Compreensão divinatória: Significa uma adivinhação imediata ou apreensão imediata do sentido de um texto.

Estruturas básicas da compreensão
  • Estrutura de horizonte: o conteúdo singular é apreendido a partir da totalidade de um contexto de sentido, que é pré-apreendido e co-apreendido.
  • Estrutura circular: A compreensão acontece a partir de um movimento de ir e vir entre pré-compreensão e compreensão da coisa, como um acontecimento que progride em forma de espiral, na medida em que um elemento pressupõe outro e ao mesmo tempo faz com que se possa ir adiante.
  • Estrutura de diálogo: A compreensão sempre é apreensão do estranho e está aberta à modificação das pressuposições iniciais diante da diferença produzida pelo outro (o texto, o interlocutor).
  • Estrutura de mediação: A compreensão visa um dado que se dá por si mesmo, mas a sua apreensão faz-se pela mediação da tradição e da linguagem.
Os costumes, cultura e etnias são alguns dos aspectos fundamentais para se ter uma legítima interpretação do texto.
Explicação e compreensão
Segundo Wilhelm Dilthey, estes dois métodos estariam opostos entre si: explicação (próprio das ciências naturais) e compreensão (próprio das ciências do espírito ou ciências humanas):
"Esclarecemos por meio de processos intelectuais, mas compreendemos pela cooperação de todas as forças sentimentais na apreensão, pelo mergulhar das forças sentimentais no objeto."
Com os trabalhos de Droysen e Dilthey, o procedimento hermenêutico tornou-se a metodologia da ciências humanas. Os eventos da natureza devem ser explicados, mas a história, os eventos históricos, os valores e a cultura devem ser compreendidos. (Wilhelm Dilthey é primeiro a formular a dualidade de "ciências da natureza e ciências do espírito", que se distinguem por meio de um método analítico esclarecedor e um procedimento de compreensão descritiva.) Compreensão é apreensão de um sentido, e sentido é o que se apresenta à compreensão como conteúdo. Só podemos determinar a compreensão pelo sentido e o sentido apenas pela compreensão. Heidegger, em sua análise da compreensão, diz que toda compreensão apresenta uma "estrutura circular". "Toda interpretação, para produzir compreensão, deve já ter compreendido o que vai interpretar". O cerne da teoria de Heidegger está, todavia, na ontologização da compreensão e da interpretação como aspectos do ser do ente que compreende o ser, o "Dasein".
Paul Ricoeur visa superar esta dicotomia. Para ele, compreender um texto é encadear um novo discurso no discurso do texto. Isto supõe que o texto seja aberto. Ler é apropriar-se do sentido do texto. De um lado não há reflexão sem meditação sobre os signos; do outro, não há explicação sem a compreensão do mundo e de si mesmo.
Esperamos aqui, ter dado nossa humilde compreensão e, sobretudo, contar com contribuições dos leitores para que possamos enriquecer nossa visão do “sagrado” com o intuito de crescer e fazer crescer em conformidade com a Santa vontade do nosso Pai celestial.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A LIÇÃO DE ZAQUEU PARA NOSSAS VIDAS



(Lucas 19:1-10)

Rui Barbosa, nosso grande homem brasileiro disse uma frase muito importante e que entrou para a história da humanidade: “não se julga um homem pela sua aparência e sim pelo grau de sua inteligência.”

Observe que Zaqueu era um homem de pequena estatura; todavia, tinha uma grande função. Não para os israelitas, mas, para a suprema corte romana. Seu destaque sem dúvida foi o grau de sua ousada inteligência. Com certeza naquele tempo havia grandes homens de estatura. Porém, o grau da inteligência não atendia as necessidades da corte romana e, por essa razão dentre outras, escolheram Zaqueu para ocupar aquele tão importante cargo. É fácil para o oponente achar os defeitos quando não lhe interessa ou quando se vai de contra os seus anseios. Esta sem dúvida foi a razão de acharem que Zaqueu roubava. Pensa-se que todo cobrador de impostos rouba.

Naquele momento da história podemos observar que somente Jesus viu o amor constante no coração de Zaqueu e que foi este amor que na verdade levou Jesus a casa de Zaqueu. Jesus não viu em Zaqueu o que o homem vê. Jesus nunca se atina pelo nosso lado ruim e sim pelo amor que é o primeiro mandamento e que devemos ter em nossos corações ainda se seja muito frágil.

O primeiro amor é mesmo muito importante. É com ele que vencemos as barreiras que querem nos condicionar a não ir ao encontro de Jesus. Com ele a relação entre o homem e Deus fica bonita. O primeiro amor é descrito como sendo um amor que ocupa coração, alma e força como nos diz Deuteronômio 13.3: Amarás, pois, o Senhor de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força. A atitude de Zaqueu indo ao encontro de Jesus nos deixou ver um amor de coração, alma e força. Devemos aprender com Zaqueu sobre esse primeiro amor.

Zaqueu era um homem rico. Portanto, não estava indo em busca de Jesus por causa de dinheiro. Ele não apresentava nenhum distúrbio físico. Nem teria vindo em busca de algum favor para sua família. A única coisa que se menciona no texto sobre Zaqueu é que ele era de baixa estatura. Mas, perceba, ele era de baixa estatura em relação à multidão. Não sabemos que ele fosse um anão. Por isso, não estaria em busca de Jesus para receber um milagre que o fizesse crescer em estatura, caso ele fosse anão. Isso se resolve com alguns bons artifícios como subir numa arvore, uma sapato de salto, etc. (verso 3).

Muitos “cristãos” criticam a música de Regis Danese, sem se quer o conhecer e dizem que o crente não tem que se comparar a Zaqueu. Observe que, naquele momento todos criticaram Jesus e hoje continuam criticando através por exemplo, da música de Regis Danese e não observam quantos já foram salvos através da mensagem salvífica que esta música traz.

Mas Zaqueu tinha o maior problema de um homem já nascido neste mundo. O pecado que o diminuía da condição de filho de Deus para a de condenado eternamente ao inferno de fogo (verso 7). Porém, Zaqueu estava disposto a depender de Jesus para resolver este problema (verso 8).

Desde o começo de sua saga de querer chegar próximo de Jesus, Zaqueu era-lhe grato, pois sabia que Jesus poderia mudar sua sorte. Amando-o de verdade. E Jesus o fez. Deu-lhe a maior liberdade que um homem e mulher precisam ter: a liberdade da cadeia do pecado que conduz a todo tipo de erros morais e físicos (versos 9-10).

O que Zaqueu evidenciou para com Jesus foi aquele amor que é descrito em Deuteronômio 13.3. Jesus o tratou com amor inigualável também. Amor incondicional.

O exemplo de Zaqueu nos manda amar a Jesus de todo o coração, de toda alma, e de toda a força e de todo o endendimento para receber dEle em proporção ainda maior.

Da mesma forma que Jesus libertou Zaqueu da miséria do homem que é o pecado Ele quer te libertar. Jesus quer plantar em seu coração a semente do amor divino para que você possa crescer no singular amor divino e que possa dar frutos a um a dois , etc.

Jesus quer contar com você na proclamação do seu Evangelho onde o amor é primordial. Onde a crítica aos Zaqueus caia por terra e o amor de Jesus Cristo prevaleça na salvação do homem trazendo os Zaqueus aos pés de Cristo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O PERIGO INESCRUPULOSO DA CRÍTICA

 
 
Primeiro vejamos os conceitos desta palavra.
Crítica: [Do grego: kritiké, do fem. de kritikós.]
Consiste em: 
1.  Arte ou faculdade de examinar e/ou julgar as obras do espírito, em particular as de caráter literário ou artístico;  
 2.  A expressão da crítica em geral por escrito, sob forma de análise, comentário ou apreciação teórica e/ou estética;
 3.  O conjunto daqueles que exercem a crítica; os críticos;
 4.  Juízo crítico; discernimento, critério;
 5.  Discussão dos fatos históricos;
 6.  Apreciação minuciosa; julgamento;
 7.  Ato de criticar, de censurar; censura,  condenação;
 8.  Filosofia: Apreciação;
 9.  Restritivo: Julgamento ou apreciação desfavorável, censura.
Resumindo criticar é: Fazer a crítica de; analisar; Dizer mal de; censurar.

Quando levamos esta palavra à luz divina podemos ver o quanto esta palavra nos é restringida ou seja, o quanto devemos evita-la.
Vejamos o que nos diz alguns textos bíblicos:

A crítica pode ser destrutiva. A Bíblia nos diz em Gálatas 5:15 “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais uns aos outros.”
Ao criticar os outros corremos  o risco de também ser criticados.

Vejamos em  Mateus 7:1-5: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Estar disposto a perdoar é uma parte da crítica construtiva. A Bíblia diz em Lucas 17:3 “Tende cuidado de vós mesmos; se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe.”

Tem cuidado com a crítica. A Bíblia diz em Romanos 14:1 “Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.”

Aqueles que criticam a outros recebem críticas. A Bíblia diz em Lucas 6:37-38 “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.”

Os cristãos tornam-se mais sábios quando recebem uma crítica construtiva e válida. A Bíblia diz em Provérbios 9:8-9 “Não repreendas ao escarnecedor, para que não te odeie; repreende ao sábio, e amar-te-á. Instrui ao sábio, e ele se fará mais, sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento.”

A melhor proteção contra a crítica é uma consciência limpa. A Bíblia diz em 1 Pedro 3:16 “Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, fiquem confundidos os que vituperam o vosso bom procedimento em Cristo.”

Esqueçamos a crítica, lembremo-nos das almas perdidas e cultivemos o amor.
A correção é apropriada quando é baseada em amor em vez de condenação. A Bíblia diz em 1 Coríntios 4:14 “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.”

As Escrituras são uma fonte de correção para as nossas vidas. A Bíblia diz em 2 Timóteo 3:16-17 “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.”

A Bíblia diz que devemos amar-nos uns aos outros. A Bíblia diz em 1 João 2:7-8 “Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que tendes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, de vos ameis uns aos outros, o qual é verdadeiro nele e em vós; porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz.

O amor não é só para amigos. A Bíblia diz em Mateus 5:43, 44 “Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.”

O amor é o resumo da lei de Deus. A Bíblia diz em Mateus 22:37-40 “Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 

Quando veres alguém que você julgue estar fora dos preceitos bíblicos, ore por ele. Peça a DEUS a unção na vida de seu próximo e o torne mais próximo de ti e do amor de nosso Pai Celestial através da oração tal qual o apóstolo Paulo nos incentiva.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

BANZO . . . SAUDADE DA ÁFRICA AMADA




Banzo, banzeiro, o que será?
BANZO – ah! Já sei! É o substantivo primitivo para banzeiro.
E o que é banzeiro?
São  as grandes ondas dos rios, que costumam naufragar as embarcações!
BANZO – Há! Sim! É sinônimo de Maré – são as marés dos oceanos, dos mares ou dos rios!
Dizem também que são as ondas provocadas pela passagem da pororoca ou de uma embarcação a vapor, no rio Amazonas.
Não, amigos! Banzo é outra coisa muito mais forte e muito triste!
Banzo não é o primitivo de banzeiro?
Banzo tem a haver com a consciência negra.
O que é então a palavra BANZO?
Banzo era o nome dado a uma doença que atacava os negros trazidos como escravos para o Brasil!
como a febre amarela?
Não, BANZO era algo psicológico, sentimento da alma,  de quem ama a pátria mãe e a liberdade!
o que era então banzo?
O banzo deixava o negro Triste, abatido, pensativo, Surpreendido, pasmado, Sem jeito, sem graça, encafifado.
e as consequências do banzo? Quais eram? Tristeza profunda? Depressão?
Banzo era a Nostalgia mortal que atacava os negros trazidos como escravos da África!
BANZO – BANZO – era a SAUDADES DA ÁFRICA – nostalgia mortal!  Era o SUICÍDIO dos negros da África que sentiam saudades da família que deixara na pátria amada; era um suicídio forçado que  dizimava os negros pela inanição, fastio ou apatia.
BANZO – Oh! Quanta ignorância do homem chamado “BRANCO”! Tanta cultura, tanta maldade indefinida!
20 DE NOVEMBRO – Lembremos dessa data como  o dia nacional de todos os brasileiros que lutam por uma sociedade de fato democrática, unindo todos em um projeto de nação que contemple a diversidade concebida no nosso processo histórico.
BANZO, BANZO, BANZO – Esqueçamos esta triste palavra – Suscitemos seu antônimo – que é alegria, paz, liberdade e comunhão entre as etnias do homem de boa vontade.
Vivamos os bons tempos da tão rica
“ CONSCIÊNCIA NEGRA”.
                                                           (Ormes de Paula)